quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Mente Viva


Uma noite como as outras, escura, fria mas de céu
limpo. Na rua, onde os classicos trajados andam de
crista no ar como se fossem os maiores mas se os
olhares, encolhem-se que nem bichos.
Iamos à procura de algo para fazer, à procura de
um minimo de entretenimento. Cada porta que
batiamos era cada porta que se fechava e já com
a esperança desvaiando apareceste tu.
Que sorriso mais marcante. De cada vez que sorrias
so me apetecia fazer-te sorrir outra vez para poder
ver mais e mais.
Que olhar tao doce, tao inocente, que ao mesmo
tempo que te envolvia criava em ti um sela, um
feitiço para que dele nao te esqueças.
A cada vez que te vejoa ideia de te beijar
ferve-me na cabeça assim como a minha imaginaçao
te despe desenhando-te na minha mente. Enquanto
ténues linhas aparecem vou criando os realces dos
teus pormenores com as minhas maos.
A cada passo que das na minha direçao fazes com
que o meu mundo trema e o meu coraçao aqueça.
A cada momento que passo contigo vais crescendo
mais e mais em mim.
Gostaria de abalar o teu mundo com um "Adoro-te!"
ou com um "Acendes a minha vontade de escrever que
ha ja algum tempo se apagara!", mas sinceramente
para que escrevo eu? Para que penso eu? Nada ha de
mudar. Contudo ao escrever vou sonhando e sao estes
sonhos que me mantem vivo, apesar de que a cada
sonho perdido é uma bala nas costas vinda dos
confis do meu mundo recatado num canto obscuro onde
vive uma barreira fina que separa a minha sanidade
da loucura descontrolada que por duas vezes iam-me
atirando para um poço sem retorno.
Podes ser apenas um sonho mas mantens-me vivo e são!

Obrigado
-Adoro-te-

CM*

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