quinta-feira, 19 de julho de 2012

Auto Avaliação Final Primeiro Ensino Clínico


Auto Avaliação
Ensino clínico, uma verdadeira experiência de vida que me abriu os olhos para certas realidades até agora desconhecidas ou mal conhecidas. Este tipo de ensino obrigou-me a desenvolver e reforçar todo o conhecimento adquirido na escola aplicando e aprendendo o já sabido mas também novos procedimentos que tivemos o prazer de pôr em prática. Todo este caminho percorrido permitiu-me crescer mais um pouco, amadurecer, a perceber-me e criar técnicas tanto de gestão como de auto controlo passando por gerir o stress e a fadiga, desenvolver a destreza com o material e criar um à vontade com o mesmo.

O que eu sinto em relação a isto tudo? É um à vontade que não contava ter no contato com os utentes e com as situações que me deparei, o bom e o mau não me fizeram tremer, o novo ou o que se acabou por tornar rotina também não me abalaram. Sinto que tenho estômago para isto e sangue frio, não me deixo intimidar facilmente. Mas esta postura forte não impede que eu me relacione bem com os utentes, pois aprendi a comunicar com eles e com as suas famílias de forma assertiva, aplicando estratégias para catalisar uma boa comunicação e manter uma postura que permitisse uma relação de confiança.

A equipa, as minhas colegas, mostrou-se forte, unida e cooperativamente fomos superando os desafios e criamos uma harmonia no trabalho bastante produtiva, é para trabalhar, é para trabalhar, e assim dando o meu melhor diariamente, dando parte de mim, mostrando disponibilidade para ajudar sei que fui um bom membro de equipa, sei que ajudei em tudo o que pude e nunca disse que não ao que precisaram de mim, tudo isto para que houvesse confiança e espirito de entre ajuda presente, forte, consistente.
Todo este processo dinâmica humana acaba por criar uma simbiose entre os membros o que era positivo não só para nós como também para os utentes do lar.

Foi-me transmitido que a minha postura calada pode ser prejudicial para mim, mas eu não o faço por timidez ou por não ter dúvidas, simplesmente não sinto a necessidade de estar a falar sempre, e ao ouvir as dúvidas das minhas colegas resolvo as minhas caso coincidam, caso contrário exponho as minhas dúvidas e falo do que for necessário, mas por cavalheirismo deixo as outras pessoas expressarem-se primeiro e guardo a informação conveniente transmitindo depois se necessário as minhas duvidas para resolução. E esta postura não é prejudicial à comunicação com a equipa porque eu vou falando e conversando, integrando-me bem.

Como aluno de enfermagem, aprecio estas oportunidades todas, uma a uma, que o ensino clínico nos proporciona. Enriqueceu-me de uma maneira exponencial, dia após dia, é um crescer contínuo, um abre olhos e uma expansão da mente para a realidade vivida por muitos que por muitos é desconhecida. Dei o meu melhor, dei o que melhor há em mim, por isso positivo é como que avalio o meu desempenho, porque se não der o melhor de mim naquilo que quero ser, naquilo que persigo ser, então não vale a pena, de alma e coração no trabalho, nas pessoas que cuidamos, mas sempre com nervos de aço e sangue frio para que nada atrapalhe o que de melhor podemos fazer que é dar o melhor cuidado possível às pessoas, como um ser holístico, uma excelência de cuidados como nos foi ensinado. E que venha a próxima fase, quero mais e mais, porque crescer não pára aqui, mas sim quando eu parar.
With pride CM

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